Ca dentro ha tanto e no entanto,
pouco se passa.
Acordo-me.
Deito-me.
As vezes durmo.
No meu comprimento nao cabem sonhos,
sou estreita.
Na minha aparente calmaria, as coisas crescem devagar.
Sou como uma rua empoeirada,vazia
sei la, uma tarde mal passada.
Inacabada.
Tocas-me.
Nao sinto. Nao te sinto.
A tua mao em mim
nao `e fria,
nao `e quente.
Apenas existe.
Como te quero sentir...
Se sair daqui a tempo de te procurar,
vou-te provar.
Isso, das-me vontades!
