Um tempo para recuperar o sopro.
Nada para dizer. Tudo para sentir.
Para voar. Boiar no ar.
Agarrar luzes, sentar na ponta do pensar.
Para onde foi o meu sopro? Os cantos e o beco do corpo?
Aquilo que me entrava, subia e alimentava?
Nalguma corrente de ar...
Deslizei. Ficaram as marcas na agua. E o eco da tua boca.
E o rio do teu mar.
Por todos os arrepios, nao encontrei as palavras nem o que quero dizer.
Nao me olhes assim. Ja nao da para entrar.
Estou forrada com musgo, impermeavel ao teu olhar.