Sim, sim. Tenho um pássaro na pele.
É vermelho e voa quando fecho os olhos.
Descobri no dia que, deliciosamente, não os abri.
Claro, tenho um voo de alto porte. Daqui, ali.
Ja fui, ja vim. Voltei, regresso.
Nao fico, nunca fiquei.
Tenho poderes. Atravesso corpos mesmo quando estao a andar, mudo as cores quando se portam mal, entro em mim e voo no meu passaro.
Descobri os sintomas das sombras, o sindrome da musica que nao sai da cabeca e o que causa ajuntamento precoce de palavras.
Ola, tenho cinco anos e um passaro na pele.
Queres ser meu amigo?