Na pele so tenho a pele,
ja nao sou vermelha.
Nem ca dentro nem la fora.
Deixei o meu vento passar,
com ele foi-se a cor.
Um tumulto de silencios guarda lugar
na minha cabeca.
Dobro-me no nada e um sopro foge
para onde a sombra reflecte o inexistente.
De cor palida recomeco o meu mapa,
as areias vao ter de esperar.
Tenho o sabor triste de cores sumidas.
Fiquei num lado aberto para onde ja nada cai,
as teias nao se deixam soltar.
O peso dos sentimentos prende o corpo ao chao.
Estou oca e presa. Nunca voei.